Revista de Educação da Faculdade SESI-SP
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<p>A <strong>Revista de Educação da Faculdade SESI-SP </strong>é um periódico dedicado aos estudos das Ciências da Educação e da interdisciplinaridade nas áreas de conhecimento, com periodicidade anual, on-line e de acesso aberto.</p> <p>Seu despontar, em 2023, priorizou as produções dos profissionais da educação da rede SESI-SP de ensino e coroou as ações articuladas entre pesquisa, ensino e extensão com produções provenientes de análises qualitativas, de experiências didáticas e de ações da Residência Educacional da Faculdade SESI-SP de Educação.</p> <p>A partir de 2024, o peri´ódico recebe artigos, relatos de experiência e resenhas de autores brasileiros e estrangeiros, em português, espanhol e inglês; em suas diversas abrangências teóricas e metodológicas. </p> <p>A interdisciplinaridade, essencial e decisiva nos cursos de graduação e de pós-graduação da instituição, é conclamada na Revista de Educação da Faculdade SESI-SP como um caminho que possibilita um olhar mais integrado à realidade e contextualizado ao cotidiano dos sujeitos educativos e às áreas do conhecimento.</p> <p> </p>Faculdade SESI-SP de Educação pt-BRRevista de Educação da Faculdade SESI-SP 3085-6086PIBID NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR
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<p>O presente trabalho tem como objetivo apresentar as contribuições que o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) proporcionou para uma professora em formação na educação básica, atuando como bolsista do subprojeto Interdisciplinar da Licenciatura Intercultural da UFRR. As atividades desenvolvidas promoveram uma evolução no olhar docente em construção, contribuindo significativamente para minha formação inicial e continuada, mesmo já estando em sala de aula. Na prática, um dos objetivos primordiais é a inserção dos licenciandos no cotidiano das escolas da rede pública de educação, oferecendo-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes inovadoras e interdisciplinares, visando a superação dos desafios identificados no processo de ensino-aprendizagem. As atividades foram fundamentadas nas teorias educacionais de Paulo Freire, enfatizando a importância da linguagem e do diálogo entre bolsistas, professores, supervisores e alunos, dinamicamente interagindo e aprimorando-se continuamente. Os resultados obtidos demonstraram que o conhecimento adquirido foi extremamente valioso para minha formação docente enquanto professora em sala de aula. Destacam-se a elaboração de propostas pedagógicas na área de Comunicação e Artes, bem como o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao letramento acadêmico e digital.</p>Altina dos Santos GabrielEullir da Silva Bento
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2026-06-022026-06-0231ESCOLA SEM DIRETOR(A)?
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<p>O artigo apresenta um relato de experiência de uma visita pedagógica realizada à ARCO Escola-Cooperativa, instituição que funciona por meio de autogestão e práticas democráticas. Durante a visita buscamos articular as vivências de campo aos debates da Unidade Curricular Democracia e Ética. Tivemos a oportunidade de observar uma organização escolar distinta dos modelos hierárquicos tradicionais. A ARCO se estrutura com base em princípios cooperativistas, distribuindo funções administrativas e pedagógicas entre os professores, que se revezam em grupos de trabalho responsáveis por diferentes áreas da vida escolar. Essa gestão horizontal demanda confiança, responsabilidade e constante diálogo, demonstrando que a falta da figura de uma gestão fixa não implica falta de organização, mas sim forma uma mais colaborativa de gerir o coletivo. Os estudantes da escola relatam que se sentem acolhidos, ouvidos e respeitados, destacando a convivência horizontal com os docentes e a participação ativa nas rotinas de cuidado com os espaços comuns e envolvimento em tarefas como limpeza, alimentação e organização de ambientes como aspectos pedagógicos importantes para sua formação como sujeitos. A visita nos permitiu conhecer, na prática, uma proposta coerente de gestão democrática e cooperativa, em diálogo com referenciais teóricos discutidos por autores, especialmente Paulo Freire, que enfatizam a autonomia, o sentimento de pertencimento e a ética da responsabilidade como princípios formativos.</p>Rebeca Vitória Silva SantosMaria Eduarda Rodrigues CavalcanteFABIANA GUERRA DA SILVAEverton Santos Dias
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2026-06-022026-06-0231ROMPER MUROS, CRIAR PONTES: A ESCOLA COMO TERRITÓRIO DE INSURGÊNCIAS E TRANSFORMAÇÃO
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<p><span style="font-weight: 400;">Este relato de experiência tem por objetivo apresentar e problematizar reflexões acerca das práticas pedagógicas desenvolvidas na Escola Comunitária Aldeia Lumiar, no contexto da Educação Antirracista (GOMES, 2003; SANTOS, 2023), situada no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A abordagem metodológica fundamenta-se nos pressupostos da Pesquisa Participante (BRANDÃO, 1986, 2001; JARA, 2006) e da Educação Popular (FREIRE, 1983, 2005; PALUDO, 2001), compreendidas como referenciais teórico-metodológicos que orientam a produção de conhecimento em diálogo com os sujeitos do território. O corpus analítico foi constituído a partir de observações sistemáticas e de diálogos realizados em distintos espaços-tempos institucionais tais como rodas de conversa, rodas da escola e encontros formativos com professores e estudantes, possibilitando examinar, de forma crítica, tanto os desafios estruturais implicados na consolidação de uma cultura pedagógica antirracista centrada no protagonismo e na auto-organização dos estudantes. Por fim, o estudo evidencia a imprescindibilidade de processos permanentes de formação docente, articulados à participação ativa e corresponsável dos diferentes sujeitos que constituem a comunidade escolar, em especial os estudantes, tomando o território como eixo estruturante e dimensão constitutiva dos processos de ensino e aprendizagem. Nessa perspectiva, o território não se reduz à sua materialidade geográfica, mas configura-se como espaço vivido, atravessado por memórias, identidades, relações de poder e produção de conhecimentos.</span></p>Vanessa Gonçalves DiasPedro Junior Santos da Silva
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2026-06-022026-06-0231INDO ALÉM DO ESTÁGIO:
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<p>Este trabalho é fruto do processo de imersão para docência proporcionada pela residência educacional. Observação e vivência em sala de aula junto aos professores de referência e, orientações e discussões sobre a experiência docente nos encontros com os professores orientadores. Foi a partir destes lugares que os relatos se tornaram concretos no sentido de olhar atentamente para o diferencial que a Faculdade SESI de Educação traz ao processo de profissionalização da docência. Indo além do que a legislação nacional exige para a parte prática, o modelo de estágio curricular supervisionado da instituição oferece a prática pedagógica em sala de aula desde o primeiro ano de formação e não apenas ao final do curso. Um conjunto de interações são propiciadas para contribuir com efetividade para a profissionalização docente: a vivência trazida pelo professor de referência, as imersões nas escolas, a orientações onde é debatida e analisada aquilo que foi vivido em sala de aula. Estes pontos, permitiram olhar o processo e para dentro de si e perceber os processos dialéticos que resultam na edificação de um professor conectado com os objetos de conhecimento e com as estratégias para chegar aos estudantes.</p>Sandra Costa dos SantosGabrielle Nataly Leite da silva
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2026-06-022026-06-0231A INTERDISCIPLINARIDADE COMO PRÁTICA FORMATIVA: APLICAÇÃO DE UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA SOBRE CONSCIÊNCIA NEGRA NO ENSINO MÉDIO
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<p>Este relato de experiência apresenta uma análise da aplicação de uma sequência didática interdisciplinar desenvolvida durante a imersão na Residência Educacional da Faculdade SESI-SP de Educação, em 2025. A prática ocorreu com uma turma do 3º ano do ensino médio da Escola SESI Tatuapé, em São Paulo-SP, e articulou os componentes curriculares de Língua Portuguesa, Literatura e Arte, buscando promover reflexões críticas sobre consciência negra, identidade e racismo estrutural. Organizada para quatro horas-aulas, a sequência integrou a leitura do conto “Maria”, de Conceição Evaristo (2016); a escuta analítica da música “Estereótipo”, de Rashid (2017); e a produção de colagens individuais realizadas pelos estudantes como síntese reflexiva e estética. O caráter interdisciplinar da proposta potencializou a construção de sentidos, permitindo que os estudantes transitassem entre linguagens, discursos e formas de expressão. A literatura introduziu debates sobre violência simbólica, desigualdade e representações da mulher negra na sociedade brasileira, a música contribuiu com elementos contemporâneos que revelam situações de estigmatização e preconceito vividas cotidianamente, enquanto a arte visual possibilitou que os estudantes transformassem suas percepções em produções significativas, mobilizando afetos, memórias e posicionamentos críticos. A Residência Educacional desempenhou papel central na qualificação da reflexão pedagógica e na ampliação da compreensão sobre práticas docentes comprometidas com uma educação antirracista. A culminância do processo, com a montagem de um mural no corredor da escola, demonstrou o alcance formativo da sequência didática ao promover diálogo e sensibilização da comunidade escolar. As abordagens interdisciplinares proporcionam um espaço de aprendizagem plural e favorecem a construção da consciência crítica, o engajamento estudantil e o desenvolvimento da autonomia intelectual.</p>Levi Francisco da SilvaDanieli Tavares
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2026-06-102026-06-1031As RAÍZES DO LUCRO: A INSERÇÃO DA BOTÂNICA ECONÔMICA NO ENSINO MÉDIO
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<p>A Botânica Econômica, como área das ciências biológicas que investiga as plantas de interesse para a comunidade, revela-se um método pedagógico eficaz quando destinada ao Ensino Médio, mormente em disciplinas eletivas. Logo, este relato expõe a experiência com a eletiva “Raízes do Lucro: explorando a botânica econômica”, elaborada em uma escola pública de Goiás. Sendo assim, as atividades desenvolvidas, envolveram aulas teóricas, produção de exsicatas, técnicas de germinação, cultivo de hortas e uso de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) na gastronomia. Para mais, foram realizadas investigações sobre plantas medicinais e ainda uma peça teatral sobre o contexto histórico da botânica econômica. Em suma, a proposta contribuiu, isto posto, para a edificação de conhecimentos interdisciplinares, propiciando a educação ambiental, a valorização dos saberes culturais e o desenvolvimento de competências alinhadas à BNCC, como pensamento científico, crítico e sustentável.</p>João Paulo Gonçalves Fernandes
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2026-06-022026-06-0231DomiLibras: Raízes em Mãos
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<p>Este relato, vinculado ao projeto de extensão Matemática em Movimento elaborado e desenvolvido por docentes e estudantes do curso de Licenciatura em Matemática da Faculdade Sesi-SP, tem por objetivo relatar o processo de elaboração e as primeiras aplicações do recurso DomiLibras: raízes em mãos, buscando promover discussões acerca das possibilidades do seu uso como instrumento para um ensino pautado no conceito de encontro entre diferenças nas aulas de Matemática. Qualificando-se como um relato de experiência e se utilizando de uma metodologia qualitativa, o estudo tem por referência Dante (2013), que aborda o ensino da Matemática utilizando-se de situações-problema Grando (2004) para a relação entre jogos e o ensino de Matemática e Skovsmose (2019) na concepção de educação inclusiva adotada. O estudo emergiu de discussões realizadas inicialmente em uma unidade curricular do quinto semestre do curso de Licenciatura em Matemática da Faculdade SESI de Educação e, posteriormente, levadas para os encontros semanais do projeto de extensão Matemática em Movimento. O recurso, produzido inteiramente na instituição, foi aplicado em turmas de diferentes níveis da Educação Básica e do Ensino Superior, e os resultados obtidos impulsionaram adaptações para possibilitar seu uso de diferentes formas e por diferentes pessoas.</p>Gabrielly LatorreMaria Luiza Siqueira da silva nathalia gama
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2026-06-022026-06-0231Não é uma receita de bolo, mas é uma receita de vó: princípios do trabalho em grupo na metodologia do Matemática²
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<p>Neste artigo são discutidos desafios e possibilidades da implementação da proposta metodológica do trabalho em grupo em contextos formativos e de sala de aula da educação básica, fundamentadas na experiência de quase dois anos do curso de Pós-graduação Práticas Educacionais para o Ensino da Matemática para os Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio e nas contribuições de Cohen e Lotan (2017). Para isso, tomou-se a metáfora da “receita de vó” para problematizar, de um lado, elementos epistemológicos associados à redução de práticas pedagógicas a procedimentos prescritivos e, de outro, pedagógicos que evidenciam uma preocupação acerca da produção e compartilhamento do conhecimento na sala de aula. Ao apresentar essas reflexões, foi possível dizer que o Matemática² tem se constituído como um importante campo de experimentação, reflexão, validação e produção de conhecimento no que diz respeito às práticas formativas que oportunizam a equidade em sala de aula, especificamente, na sala de aula de Matemática.</p>Alan RezendePriscila Aragão Zaninetti
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2026-06-022026-06-0231Cultura Digital e Inteligência Artificial na Escola: transformação Pedagógica ou Colonialidade Algorítmica?
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<p>A incorporação da inteligência artificial (IA) no cotidiano escolar tem sido frequentemente apresentada como vetor de inovação e transformação pedagógica. No entanto, a adoção acrítica de tecnologias baseadas em algoritmos e plataformas digitais pode reforçar novas formas de dependência epistêmica, vigilância e padronização curricular. Este artigo desenvolve uma análise teórico-crítica sobre a presença da IA na escola, problematizando a tensão entre potencial transformador e riscos de colonialidade algorítmica. Fundamentado em estudos da cultura digital, crítica à plataformização da educação e debates sobre ética algorítmica, o texto examina como sistemas automatizados influenciam práticas pedagógicas, processos avaliativos e formas de produção do conhecimento. Argumenta-se que a transformação educacional não reside na mera adoção tecnológica, mas na centralidade da mediação docente, na alfabetização algorítmica e na construção de uma cultura digital crítica, orientada por princípios de justiça cognitiva e autonomia pedagógica.</p>Márcio Silveira Nascimento
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2026-06-022026-06-0231AULA ABERTA COM ROTAÇÃO POR ESTAÇÕES
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<p>As metodologias ativas são propostas que invertem a lógica conservadora do processo de ensino, fornecendo aos estudantes a possibilidade de desenvolverem práticas ativas na construção dos saberes. Dentre a multiplicidade dessas metodologias, a aula aberta e a rotação por estações são propostas que relacionam afetividade e interação como mecanismos de estímulo ao ato de aprender. Este artigo tem como objetivo refletir sobre o desenvolvimento do uso dessas duas metodologias para a consolidação das aprendizagens das operações básicas de multiplicação e divisão em uma turma do 5º ano da Rede Sesi-SP. Os resultados demonstraram que, por meio das práticas desenvolvidas, os estudantes conseguiram transpor os conhecimentos na interação com seus pais e responsáveis. Conclui-se que o uso de metodologias ativas pode fomentar o protagonismo estudantil e, consequentemente, fortalecer as aprendizagens desenvolvidas ao longo do período de formação no Ensino Fundamental.</p>Micheli Oliveira Fraga dos SantosHenrique DouradoVivian Batista da Silva
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2026-06-022026-06-0231O ensino de Geometria Esférica por meio da construção de um transferidor esférico
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<p>Este artigo tem por objetivo apresentar resultados de um Trabalho de Conclusão de Curso que trouxe a proposta da elaboração de um Projeto Didático (PD) voltado ao ensino de Geometria Esférica. A proposta consiste na construção de um recurso didático pedagógico que viabilize a compreensão de medidas em superfícies curvas a partir da resolução de situações problema. O recurso didático trata-se de um transferidor esférico, instrumento manipulável concebido com o intuito de facilitar a compreensão de conceitos relacionados à medição de ângulos e superfícies curvas, tradicionalmente apresentados de forma abstrata no ensino da Geometria. Para isso, a proposta se fundamenta em Coutinho (2001) sobre o tratamento das geometrias não-euclidianas, em específico a Geometria Esférica, assim como Lorenzato (2009) sobre a utilização de recursos manipuláveis para o ensino de Matemática. No âmbito do PD, o Transferidor Esférico foi utilizado por representar um recurso de baixo custo, passível de construção em diferentes ambientes de ensino, cuja utilização possibilita investigações práticas por meio de observações, do diálogo e do raciocínio espacial. A proposta se configura, assim, como uma estratégia que busca contribuir na superação de dificuldades de aprendizagem em Geometria na Educação Básica, além de subsidiar o diálogo entre a Matemática e outros Componentes Curriculares, como Geografia ao se trabalhar latitudes e longitudes, estabelecendo também a conexão com a História das Navegações. Espera-se, portanto, que a proposta contribua para a aprendizagem dos estudantes, além de propor uma ferramenta alternativa para o ensino de conteúdos que geram dificuldades e que pouco são discutidos no ensino básico.</p>Daniele Cristina de Cena SilvaUbiratan Barros ArraisJoana Kelly Souza dos Santos
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2026-06-022026-06-0231CIRCO LIVRE EM MOVIMENTO
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<p><span style="font-weight: 400;">É um diagnóstico recorrente, quase um lamento compartilhado, a ideia de que a “cidade grande” nos desaprendeu a brincar. No cotidiano da pesquisa participante da iniciação científica, realizada no Parque Raul Seixas, em Itaquera, essa percepção manifesta-se com nitidez nas falas de adultos e idosos da comunidade. Ao observarem os jogos de equilíbrios com pernas-de-pau ou o manuseio dos bambolês e bolinhas, a reação é unânime: “brincava muito disso na infância, hoje já não existe isso”.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Essa percepção de que a cidade grande nos desaprendeu a brincar aponta para uma perda de ludicidade, já salientada por Huizinga (2001). Sob a lente de uma fenomenologia das emergências (Marandola Jr. 2020) da pedagogia da autonomia (Freire, 2021) e da filosofia (Han, 2017. Huizinga, 2001. Krenak, 2019), este ensaio visa entender o Circo Livre da Raul (CLR) não como um mero encontro de circo ofertado à comunidade como objeto de consumo educativo.. Em vez disso, trata-se de entendê-lo como uma irruptiva “dança-da-teimosia”: um modo adverbial de habitar o território, em que o brincar (ludus) deixa de ser um substantivo — uma coisa que se faz — para tornar-se um modo de ser lúdico no mundo, desafiando a funcionalidade zumbi da metrópole através da presença e encontro com a alteridade.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Trata-se, em última instância, da manifestação de algo inerente ao espírito humano. A revelia de toda atribuição de utilidade e sapiência ao gênero humano; a vida não é útil, como compreende Krenak, conclusão que se faz presente nessas tantas lugaridades incipientes, que tensionam nossa atitude natural que relativiza o absurdo funcionalista moderno.</span></p>Hermes Aleixo Silva
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2026-06-022026-06-0231PROPOSTAS DE ATIVIDADES GAMIFICADAS PARA A ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DE JOVENS E ADULTOS
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<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo investigamos o uso da gamificação como estratégia facilitadora no processo de alfabetização e letramentos na educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo central é discutir as contribuições das atividades gamificadas para tornar o ensino mais atrativo e eficaz, promovendo o avanço acadêmico dos alunos dessa modalidade de ensino a partir do uso de uma metodologia ativa. A metodologia seguida foi de pesquisa bibliográfica, onde analisou-se artigos, dissertações e teses publicadas entre 2011 e 2020, que abordaram o uso da gamificação na alfabetização e letramento de alunos da EJA. O estudo baseou-se em autores como Amorim, Dantas e Aquino (2017), Brito (2011), Cleophas e Medina (2013) e Mesquita e Rezende (2017), os quais destacam a importância do uso de métodos como a gamificação para facilitar o processo de ensino e estimular os alunos na produção do próprio conhecimento. Os resultados da pesquisa demonstram que a gamificação transforma aulas tradicionais em situações dinâmicas de produção de conhecimento entre os alunos da EJA.</span></p>Ana Julia CarvalhoSiderlene Muniz-Oliveira
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2026-06-022026-06-0231INTERDISCIPLINARIDADE E DECOLONIALIDADE NO CURRÍCULO COMO VETOR PARA TRANSFORMAÇÃO PEDAGÓGICA
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<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo é um estudo historiográfico, sociológico e pedagógico sobre as contradições da educação brasileira e sua relação intrínseca com as estruturas de dependência que o Brasil enfrenta nos séculos XX e XXI. O texto fundamenta-se em uma análise bibliográfica crítica, partindo das bases da alienação pedagógica e da escola como aparelho ideológico do Estado burguês, para compreender como o capitalismo dependente molda a exclusão de corpos e a precarização da formação docente.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">No desenvolvimento, alguns pontos serão levantados sobre a ofensiva neoliberal no cotidiano escolar, o esvaziamento curricular promovido pela BNCC e as tensões dialéticas entre o eurocentrismo acadêmico e as urgências de uma educação decolonial. Não obstante, esse trabalho busca evidenciar a dimensão política e humana dos sujeitos que compõem o ambiente escolar – desde o professor precarizado até a resistência do movimento estudantil – em meio ao sucateamento do ensino público. Por fim, o artigo apresenta caminhos para a superação desse cenário, propondo um modelo dialógico, interseccional e interdisciplinar como ferramenta fundamental para a emancipação do pensamento social e a quebra das desigualdades estruturais que regem o sistema educativo contemporâneo.</span></p>Victor Agostinho de SousaKarla Isabel de SouzaMaria Eduarda Cavalcante Garcia
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2026-06-022026-06-0231EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO
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<p>Este artigo teórico discute os limites e as possibilidades do projeto educacional contemporâneo à luz do desenvolvimento humano integral. Partindo da expansão histórica da educação formal, argumenta-se que a expansão quantitativa dos sistemas educacionais não foi acompanhada por reflexão equivalente acerca de seus fins formativos. Analisa-se a predominância de uma racionalidade orientada pelo mercado, caracterizada pela valorização do desempenho mensurável e pela instrumentalização de competências cognitivas e socioemocionais. O texto problematiza a incorporação de habilidades socioemocionais e práticas contemplativas quando subordinadas a finalidades produtivistas, discutindo seus impactos sobre a formação humana e a saúde mental no contexto escolar. Defende-se a necessidade de um projeto educativo orientado para o desenvolvimento pleno do potencial humano, articulando dimensões intelectuais, relacionais e éticas. Conclui-se que a educação precisa priorizar a formação de sujeitos críticos e socialmente engajados, capazes de pensar e agir no mundo de maneira consciente e responsável.</p>Thais Guedes Georgini
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2026-06-022026-06-0231RESIDÊNCIA EDUCACIONAL E PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES
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<p>Este trabalho apresenta uma reflexão sobre a Residência Pedagógica como política pública estruturante da formação inicial de professores para a Educação Básica. A partir da experiência de licenciandos dos cursos de Matemática e Linguagens da Faculdade SESI de Educação, discutimos como a inserção prolongada em escolas da rede SESI e em escolas públicas, mediada por um processo formativo sistemático e colaborativo, contribui para a constituição de uma identidade docente crítica, ética e socialmente engajada. Tal perspectiva dialoga com Gatti (2010), ao evidenciar que os cursos de licenciatura no Brasil enfrentam fragilidades estruturais e curriculares, o que reforça a urgência de políticas que articulem teoria e prática de forma efetiva. Destacamos a importância de práticas formativas que favoreçam o diálogo entre áreas do conhecimento, promovendo abordagens interdisciplinares, como defende Fazenda (2002), fundamentais para enfrentar desigualdades educacionais e propor alternativas pedagógicas significativas. Nesse contexto, a atuação dos(as) residentes no Programa de Residência Educacional da Faculdade SESI de Educação prevê inserção nas instituições escolares desde o primeiro semestre, superando a lógica do estágio supervisionado tradicional e possibilitando participação ativa, reflexiva e investigativa no cotidiano escolar. Planejamentos, intervenções e avaliações tornam-se momentos de aprendizagem profissional em contexto real, impactando tanto a formação dos(as) futuros(as) docentes quanto as práticas das escolas envolvidas. Defendemos, assim, o fortalecimento de políticas de formação que articulem dimensões curriculares, como sugerem Diniz-Pereira, Flores e Fernandes (2020), valorizem a interdisciplinaridade e reafirmem o compromisso social da docência na Educação Básica.</p>Orivaldo Rocha da SilvaEdgard Dias da Silva
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2026-06-022026-06-0231IMAGENS QUE FALAM:
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<p><span style="font-weight: 400;">A evolução da fotografia, desde sua condição inicial de prática restrita às elites até sua ampla disseminação e diversificação contemporânea, evidencia sua consolidação como um importante instrumento na história das práticas sociais e culturais. Neste contexto, o presente artigo investiga o papel da fotografia na Educação Infantil, com ênfase em seu potencial como dispositivo pedagógico para o registro e a valorização das interações e expressividades infantis no ambiente escolar. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, articulando investigação bibliográfica e análise documental. As reflexões desenvolvidas apoiam-se em autores como Canabarro (2011), Sotang (2007), Hermann (2010) e Almeida (2015), entre outros, que contribuem para a compreensão da fotografia enquanto linguagem e prática educativa. O estudo evidencia que a fotografia possibilita a captura de momentos singulares e autênticos das crianças, especialmente daquelas em fases pré-verbais, ampliando as possibilidades de análise das interações sociais e dos processos de documentação da aprendizagem. Discute-se, ainda, a influência das intencionalidades do professor-fotógrafo e do contexto de produção das imagens, ressaltando a necessidade de uma postura crítica, ética e reflexiva na utilização pedagógica da fotografia especialmente frente à nova era das mídias sociais. Os resultados desta investigação apontam que a fotografia, ao ser assumida como dispositivo pedagógico, passa a operar como uma forma de leitura sensível das experiências infantis. Assim, Comunicando o que, muitas vezes, verbalmente não é comunicado pela criança mas sim por sua expressividade corporal no espaço-tempo escolar. </span></p>Vanessa Regina Trentin ZoraskiSilvânia Regina Pellenz IrgangAnibal Lopes Guedes
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2026-06-022026-06-0231FAB LAB Escola e formação docente: uma década de práticas mão na massa e reflexão pedagógica
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<p>Este artigo apresenta um relato analítico de experiências pedagógicas desenvolvidas no Laboratório de Fabricação Digital (FABLAB Escola – Vila Leopoldina) da Faculdade SESI-SP de Educação ao longo de uma década de funcionamento do espaço. O estudo busca responder às seguintes questões: de que maneira experiências pedagógicas concretizadas em um FABLAB-Escola podem contribuir para a formação inicial de professores, especialmente no que se refere à integração de tecnologias digitais, às práticas investigativas e à mediação pedagógica em contextos educacionais orientados pela cultura maker? E em que medida um espaço tecnológico avançado se transforma quando ressignificado a partir de uma perspectiva formativa voltada à ação cidadã e à transformação da realidade vivida pelos estudantes? A investigação foi conduzida por meio de análise documental de registros institucionais, incluindo agendamentos do laboratório, planos de trabalho docente e registros das atividades realizadas entre 2016 e 2026. A partir desse levantamento foram selecionados quatro casos representativos envolvendo licenciandos dos cursos de Ciências da Natureza e Matemática. A análise das experiências foi realizada à luz de referenciais sobre cultura maker e fabricação digital na educação (Blikstein, 2013), integração de tecnologias educacionais (Valente, 2022) e conhecimento pedagógico do conteúdo (Shulman, 1986), tomando como categorias analíticas quatro eixos: integração técnica, mediação do erro, dimensão transdisciplinar e documentação do processo educacional. Os resultados indicam que o FABLAB pode funcionar como um espaço formativo relevante para a formação docente quando as tecnologias de fabricação digital são mobilizadas em torno de problemas reais, processos investigativos e produções autorais. Ao mesmo tempo, o estudo evidencia limites relacionados à dependência técnica de especialistas e à necessidade de maior sistematização da documentação pedagógica. Conclui-se que ambientes maker possuem potencial para ampliar as possibilidades de formação docente, desde que sejam compreendidos não apenas como espaços tecnológicos, mas como ambientes pedagógicos voltados à investigação, à autoria e à construção coletiva do conhecimento.</p>Jessica SouzaWagner Moreira da SilzaCarla Fernanda da Silva PerezJoana Kelly Souza Dos Santos
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2026-06-022026-06-0231A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE GINÁSTICA RÍTMICA PARA A FORMAÇÃO INTEGRAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
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<p>A Ginástica Ritmica (GR) é uma modalidade esportiva caracterizada pela presença de dança e música, associada a utilização de determinados aparelhos. O esporte é praticado em diferentes contextos de ensino, seja dentro do ambiente escolar, iniciação esportiva e alto rendimento. Diante deste cenário, o objetivo geral deste estudo de revisão bibliográfica foi analisar as práticas pedagógicas utilizadas no ensino de ginástica rítmica, mostrando a sua importância na formação integral de crianças e adolescentes. Foram selecionados os artigos mais relevantes e atuais dentro desta temática que foram publicados nos últimos 3 anos (2022 – 2024). Os resultados apresentaram que as práticas pedagógicas da GR, podem apresentar diversos benefícios psicossociais e fisiológicos aos praticantes, além de possibilitar o trabalho dos aspectos socioculturais relacionados a modalidade. </p>Caio Magno Lopes Machado dos SantosVitória Sestari MonteSimone Thiemi Kishimoto
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2026-06-022026-06-0231As competências do diretor escolar e a importância do envolvimento das famílias no processo educacional.
https://revistacientifica.sesisp.org.br/index.php/nee_arandu/article/view/121
<p>Esse trabalho tem como objetivo analisar os perfis da gestão escolar, debruçando-se sobre o papel do diretor de escola e as competências postas pela BNC – Base Nacional Comum do MEC. Esta pesquisa foi realizada com base numa pesquisa teórica-bibliográfica, com revisão da literatura e documentos oficiais do MEC. Após a análise das competências mais indicadas para o cargo de direção de escola, dentre elas, a responsabilidade sobre a gestão financeira, administrativa, de recursos e de recursos humanos, buscou-se, com esta pesquisa, atentar-se para a competência que a gestão possui de envolver, informar e engajar as famílias, pois verificou-se que, quanto maior e mais profícua for a participação da família na escola, melhores serão os resultados. Desse modo, o papel da gestão escolar, num estilo de gestão democrática, tem como cerne o envolvimento de toda a comunidade escolar, angariando os melhores resultados no aprendizado e na educação de todos. Utilizou-se o Parecer CNE/CP nº 4/2021 e autores como: Heloisa Lück, Phillippe Perrenoud, dentre outros. </p>Giani Peres Pirozzi
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2026-06-022026-06-0231EDUCAÇÃO SEXUAL PARA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
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<p>O abuso sexual infantil é um grave problema de saúde pública, porém ainda pouco discutido dentro do âmbito educacional brasileiro. A presente pesquisa teve como objetivo, compreender a importância da Educação Sexual no contexto escolar, como ferramenta essencial para identificar e prevenir casos de abusos sexuais infantis, um crime de violência física, psíquica e silenciosa, que deixa marcas permanentes no desenvolvimento do indivíduo. O estudo também levantou a urgência de meios efetivos para que todas as crianças tenham acesso à informação sobre seu corpo e sexualidade a fim de que possam detectar casos de abuso precocemente. Foram elencadas as dificuldades enfrentadas no desenvolvimento da prática educativa no sentido de orientar os educandos com relação a sua sexualidade e individualidade, compreendendo o âmbito histórico ao qual está inserido. Neste estudo revisão bibliográfica foram discutidas ideias de diferentes autorias que corroboram a questão abordada. Neste contexto, consideramos que educar sexualmente e corporalmente as crianças pode ser uma das medidas de prevenção contra violências e abusos sexuais infantis, mas também são necessárias políticas públicas efetivas de educação sexual para transformação social.</p>Mayara Caroline Leite JorandCathia AlvesSimone Thiemi Kishimoto
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2026-06-022026-06-0231Da Biblioteca ao Espaço Maker
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<p>Vivemos em um mundo cada vez mais orientado pela tecnologia. Nesse cenário, o ensino de robótica torna-se essencial, pois permite que os estudantes experimentem ideias, transformem conceitos teóricos em práticas concretas e compreendam a lógica de funcionamento das ferramentas tecnológicas, evitando seu uso limitado ou superficial.</p> <p>Este trabalho apresenta uma proposta de integração entre a biblioteca, o espaço maker e a robótica, articulada por meio de atividades de origami, pesquisas sobre espécies de anfíbios e estudos acerca da elaboração de possíveis tratamentos de saúde. O objetivo é despertar a curiosidade e o interesse dos estudantes do 6º ano, incentivando-os a compreender como um tratamento médico é idealizado e desenvolvido, estabelecendo conexões significativas entre ciência, criatividade e tecnologia.</p> <p>A proposta inclui a realização de uma oficina de origami na biblioteca, seguida por uma investigação sobre espécies de anfíbios e tratamentos médicos derivados de suas toxinas. Por fim, as atividades culminam no uso das canetas 3D no espaço maker para a produção do modelo de um sapo, integrando pesquisa científica, expressão artística e experimentação tecnológica.</p>Priscilla Celino BarretoSimone de Souza Pinto
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2026-06-022026-06-0231MOTIVAÇÃO LEITORA NO AMBIENTE ESCOLAR
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<p>O trabalho com a leitura literária nas escolas, principalmente no que diz respeito à motivação leitora, apresenta certos impasses que têm sido discutidos há anos por especialistas da área. Partindo dessa premissa, como os professores podem contribuir para a motivação leitora dos estudantes? O currículo seguido contribui para que ela seja desenvolvida? De acordo com Faleiros (2021), que analisou os dados da pesquisa feita pelo Instituto Pró-livro mapeando o aspecto da motivação leitora no Brasil, existe um processo de perda gradativa conforme a passagem da escolarização. O objetivo deste trabalho é identificar a existência da perda da motivação leitora conforme os avanços das etapas escolares, analisando o currículo e realizando uma pesquisa exploratória com o 7º e 8º ano do Ensino Fundamental e o 1º e 2º ano do Ensino Médio no programa de Residência Educacional da Faculdade SESI de Educação. A partir dos dados da pesquisa qualitativa, a finalidade é apontar estratégias que contribuam para a motivação leitora dos estudantes, mesmo nas etapas mais críticas para o trabalho com a leitura literária.</p>Lanna Cristine dos SantosOrivaldo Rocha da Silva
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2026-06-022026-06-0231A IMPORTÂNCIA DA VISITA A MUSEUS DURANTE O PROCESSO DE FORMAÇÃO DOCENTE
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<p>Este artigo tem como objetivo analisar três obras artísticas pertencentes ao acervo dos museus Oscar Niemeyer em Curitiba, no Paraná, e de Arte Contemporânea da USP, a partir de visita realizada no ano de 2024, problematizando a importância da inserção de estudantes em espaços museológicos como prática pedagógica no contexto escolar. Trata-se de um relato de experiência, fundamentado na análise reflexiva de registros e observações produzidos pelas estudantes-pesquisadoras da Faculdade SESI de Educação durante a visitação. O estudo articula-se aos pressupostos da pedagogia crítica de Paulo Freire (1987), que defende a formação de sujeitos críticos e ativos, e à Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa (2010), baseada na articulação entre apreciação, contextualização e produção artística, e às discussões sobre educação não-formal propostas por Maria da Glória Gohn (2006), que evidenciam o potencial formativo de espaços educativos para além da escola. A análise evidenciou que a aproximação entre escola e museu contribui para a ampliação do repertório cultural, para o fortalecimento da reflexão crítica e para a ressignificação da prática pedagógica, especialmente no ensino de Arte, reafirmando a relevância dos espaços não formais de educação na formação escolar.</p>Nicolly Gonçalves RibeiroAna Vitória Franco GonçalvesVitória Gabrieli Vicente MaiaLevi Corrêa Lopes
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2026-06-022026-06-0231A INTENCIONALIDADE DOCENTE E O COMPROMISSO ÉTICO NA CONSTRUÇÃO DA ESCOLA COMO POSSÍVEL ESPAÇO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
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<p>Este ensaio discute a educação como espaço social de transformação, problematizando a tensão entre reprodução de desigualdades e emancipação humana no interior da escola. Parte-se da compreensão de que a prática educativa não é neutra: toda ação pedagógica é atravessada por intencionalidades e concepções de sujeito e sociedade. A partir de uma reflexão fundamentada na experiência profissional das autoras da área da Educação e nos estudos críticos sobre prática pedagógica e gestão educacional, argumenta-se que a transformação social não ocorre de modo automático, mas depende do compromisso ético e político dos profissionais da educação. Observa-se, na prática escolar, que professores socialmente comprometidos, aqueles que assumem postura crítica e se implicam com o desenvolvimento integral dos estudantes, produzem impactos qualitativamente distintos no cotidiano escolar. Esses docentes constroem ambientes de pertencimento e mediações pedagógicas intencionais, ampliando horizontes formativos especialmente para crianças e adolescentes em contextos de vulnerabilidade social. Ao reconhecer a educação como prática social situada, defende-se que a gestão educacional e o fazer pedagógico devem criar condições para que a escola se constitua como espaço de acolhimento, pensamento crítico e construção de possibilidades reais de mobilidade e participação social. Conclui-se que a educação transforma quando assume conscientemente sua intencionalidade e quando professores e gestores se posicionam como agentes históricos, capazes de tensionar desigualdades e produzir experiências educativas que ampliem direitos, oportunidades e perspectivas de futuro.</p>Marina Cristina VazanRenata Paula Val Vazan
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2026-06-102026-06-1031Editorial
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<p>Editorial - Editora Chefe: Profa. Dra. Danieli Tavares</p>Faculdade SESI-SP de EDUCAÇÃO
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2026-06-022026-06-0231