Cultura Digital e Inteligência Artificial na Escola: transformação Pedagógica ou Colonialidade Algorítmica?

Autores

Palavras-chave:

cultura digital, inteligência artificial, colonialidade algorítmica, formação docente, mediação pedagógica

Resumo

A incorporação da inteligência artificial (IA) no cotidiano escolar tem sido frequentemente apresentada como vetor de inovação e transformação pedagógica. No entanto, a adoção acrítica de tecnologias baseadas em algoritmos e plataformas digitais pode reforçar novas formas de dependência epistêmica, vigilância e padronização curricular. Este artigo desenvolve uma análise teórico-crítica sobre a presença da IA na escola, problematizando a tensão entre potencial transformador e riscos de colonialidade algorítmica. Fundamentado em estudos da cultura digital, crítica à plataformização da educação e debates sobre ética algorítmica, o texto examina como sistemas automatizados influenciam práticas pedagógicas, processos avaliativos e formas de produção do conhecimento. Argumenta-se que a transformação educacional não reside na mera adoção tecnológica, mas na centralidade da mediação docente, na alfabetização algorítmica e na construção de uma cultura digital crítica, orientada por princípios de justiça cognitiva e autonomia pedagógica.

Biografia do Autor

Márcio Silveira Nascimento, IFAM

Doutorando e Mestre em Ensino Tecnológico pelo Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Especialista em Docência para a Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e Graduado em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Pesquisador dos Grupos de Pesquisa do CNPq: Utilização de Recursos Naturais Amazônicos no Processo de Ensino e Aprendizagem (URNAE/IFAM) e Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas e Formação de Profissionais da Educação (GEPPFOR/UFV). Professor da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Amazonas.

Downloads

Publicado

2026-06-02