ESCOLA SEM DIRETOR(A)?
UMA PROPOSTA DE GESTÃO ESCOLAR COOPERATIVA E DEMOCRÁTICA
Palavras-chave:
Autogestão, Cooperativismo, horizontalidade, responsabilidade Coletiva, AcolhimentoResumo
O artigo apresenta um relato de experiência de uma visita pedagógica realizada à ARCO Escola-Cooperativa, instituição que funciona por meio de autogestão e práticas democráticas. Durante a visita buscamos articular as vivências de campo aos debates da Unidade Curricular Democracia e Ética. Tivemos a oportunidade de observar uma organização escolar distinta dos modelos hierárquicos tradicionais. A ARCO se estrutura com base em princípios cooperativistas, distribuindo funções administrativas e pedagógicas entre os professores, que se revezam em grupos de trabalho responsáveis por diferentes áreas da vida escolar. Essa gestão horizontal demanda confiança, responsabilidade e constante diálogo, demonstrando que a falta da figura de uma gestão fixa não implica falta de organização, mas sim forma uma mais colaborativa de gerir o coletivo. Os estudantes da escola relatam que se sentem acolhidos, ouvidos e respeitados, destacando a convivência horizontal com os docentes e a participação ativa nas rotinas de cuidado com os espaços comuns e envolvimento em tarefas como limpeza, alimentação e organização de ambientes como aspectos pedagógicos importantes para sua formação como sujeitos. A visita nos permitiu conhecer, na prática, uma proposta coerente de gestão democrática e cooperativa, em diálogo com referenciais teóricos discutidos por autores, especialmente Paulo Freire, que enfatizam a autonomia, o sentimento de pertencimento e a ética da responsabilidade como princípios formativos.
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