ROMPER MUROS, CRIAR PONTES: A ESCOLA COMO TERRITÓRIO DE INSURGÊNCIAS E TRANSFORMAÇÃO
Palavras-chave:
Práticas pedagógicas, Currículo antirracista, Auto-organização dos estudantesResumo
Este relato de experiência tem por objetivo apresentar e problematizar reflexões acerca das práticas pedagógicas desenvolvidas na Escola Comunitária Aldeia Lumiar, no contexto da Educação Antirracista (GOMES, 2003; SANTOS, 2023), situada no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A abordagem metodológica fundamenta-se nos pressupostos da Pesquisa Participante (BRANDÃO, 1986, 2001; JARA, 2006) e da Educação Popular (FREIRE, 1983, 2005; PALUDO, 2001), compreendidas como referenciais teórico-metodológicos que orientam a produção de conhecimento em diálogo com os sujeitos do território. O corpus analítico foi constituído a partir de observações sistemáticas e de diálogos realizados em distintos espaços-tempos institucionais tais como rodas de conversa, rodas da escola e encontros formativos com professores e estudantes, possibilitando examinar, de forma crítica, tanto os desafios estruturais implicados na consolidação de uma cultura pedagógica antirracista centrada no protagonismo e na auto-organização dos estudantes. Por fim, o estudo evidencia a imprescindibilidade de processos permanentes de formação docente, articulados à participação ativa e corresponsável dos diferentes sujeitos que constituem a comunidade escolar, em especial os estudantes, tomando o território como eixo estruturante e dimensão constitutiva dos processos de ensino e aprendizagem. Nessa perspectiva, o território não se reduz à sua materialidade geográfica, mas configura-se como espaço vivido, atravessado por memórias, identidades, relações de poder e produção de conhecimentos.
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