ONDE ME INVENTEI EM SILÊNCIO.
UMA REFLEXÃO AUTOBIOGRÁFICA SOBRE INFÂNCIA, LUTO, ARTE, IDENTIDADE E SUBJETIVIDADE NO PROCESSO DE FORMAÇÃO.
Resumo
Este artigo propõe uma reflexão autobiográfica construída a partir das memórias afetivas vividas no corredor e no quintal da casa onde cresci. Esses espaços, que poderiam ser vistos apenas como parte da arquitetura cotidiana, revelaram-se fundamentais na constituição da minha subjetividade, servindo de cenário para descobertas, afetos, perdas, silêncios e expressões criativas. Através de uma abordagem qualitativa e metodologicamente bibliográfica, utilizo referências da literatura, da psicologia e da educação para dialogar com experiências que marcaram minha infância e juventude, como o luto, a descoberta da sexualidade, o contato com a arte, a formação identitária e o desejo pela docência. A escrita autobiográfica aqui desenvolvida busca compreender como os acontecimentos do cotidiano se entrelaçam com processos formativos profundos, mostrando que o conhecimento também pode emergir da escuta sensível de si mesma. O texto também revela como a arte – seja por meio da poesia, da música ou da escrita – se configura como espaço de elaboração subjetiva e resistência. Ao transformar memórias em palavras, proponho uma narrativa que é ao mesmo tempo pessoal e coletiva, na medida em que resgata experiências comuns a tantas outras histórias de formação. Assim, este trabalho reconhece a importância da memória e do afeto como elementos estruturantes da educação e da construção do sujeito em processo.
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